REGRESSO AO NADA #3: LAR, DOCE LAR

Publicado em: 08/07/2015

por Alessandro De Giorgi*
traduzido por Leandro Ayres França**

 

Os materiais apresentados nessa série foram extraídos de um estudo etnográfico sobre o regresso de prisioneiros, que eu conduzi entre março de 2011 e março de 2014, em uma área de West Oakland, Califórnia, assolada por níveis cronicamente altos de pobreza, desemprego, falta de moradia, vício em drogas e criminalidade de rua. Em 2011, com o consentimento de um posto de saúde comunitário local, que presta assistência médica básica gratuita e outros serviços básicos às populações marginalizadas na região, eu realizei observação participante com diversos prisioneiros que retornavam, principalmente homens afro-americanos e latinos, com idades entre 25 e 50 anos. Nessa série de registros, eu apresentarei breves relatos etnográficos de alguns desses homens (e, muitas vezes, de suas companheiras) enquanto eles lutam pela sobrevivência após a prisão em um gueto pós-industrial. Para informações mais detalhadas sobre esse projeto, clique aqui. O primeiro relato pode ser lido aqui e o segundo, aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Alessandro e Rico fazem a mudança para o novo apartamento de Rico.

 

A partir de agora, a regra para residentes que cometem crimes
e vendem drogas deveria ser: um strike e você tá fora.[1]
– Presidente Bill Clinton, Discurso sobre o Estado da União, 23 de janeiro de 1996

 

Encontrar uma moradia apropriada ao tempo da saída da prisão é uma das primeiras prioridades e um dos desafios mais difíceis para ex-infratores. A recente literatura sociológica raramente tem analisado o nexo entre a falta de moradia e o encarceramento (contudo, ver Gowan 2010), apesar de várias pesquisas demonstrarem que uma alta porcentagem de pessoas sem teto tenham passado um tempo na prisão e que um número significativo de prisioneiros libertos encara a perspectiva de falta de moradia à libertação (Roman e Travis 2004, 7). Os efeitos de medidas draconianas introduzidas no auge da guerra às drogas, tais como as regras “Um Strike e Você está Fora” que negam acesso a moradia subsidiada aos infratores condenados por crimes de drogas, são agravados hoje pela falta crônica de habitação a preços acessíveis nas áreas urbanas para as quais a maioria dos ex-prisioneiros retorna (Thompson 2008, 68-87). Na Califórnia, e particularmente em cidades grandes como San Francisco e Oakland, a situação é agravada por dois recentes acontecimentos: o processo, em andamento, de gentrificação de áreas residenciais, o que está reduzindo o estoque de habitação acessível (ver Beitel 2013; Smith 1996), e as disposições do Realinhamento da Segurança Pública, os quais privam números crescentes de ex-infratores das poucas opções de moradia temporária (por exemplo, casas de passagem, alojamentos provisórios etc.) disponível para indivíduos em liberdade condicional. Nessas circunstâncias, prisioneiros que regressam, cada vez mais, são deixados a se virarem sozinhos em um mercado imobiliário hostil e frequentemente discriminatório. Os poucos que são afortunados o bastante para ter famílias estáveis encontram moradia adequada à soltura; muitos, porém, deparam-se com a possibilidade de se tornarem sem-tetos ou de serem presas de slumlords[2] que povoam a economia clandestina das ruas.

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Rico é um homem de fala mansa, com 50 anos de idade, que foi libertado da prisão estadual em 2010. Nascido em Porto Rico, ele foi criado por sua mãe solteira, no infame Marcy Projects[3], no Brooklyn. Durante sua infância, a qual ele passou como um trapaceiro nas ruas de Nova York, ele foi abusado sexualmente por um tio e levou surras constantes do violento namorado de sua mãe. Quando jovem adolescente, ele começou a usar drogas e abandonou a escola secundária; assim que fez 18 anos, ele se mudou para Oakland para viver com seu pai biológico, quem estava comercializando drogas. Rico vendeu drogas para seu pai, mas logo os dois foram presos. Na cadeia, seu pai assegurou-lhe que ambos estariam fora em pouco tempo se Rico, quem à época não tinha qualquer condenação, “abraçasse a bronca”[4] pelos dois. Jovem e inexperiente, Rico obedeceu e seu pai foi solto depois de alguns dias. Rico, porém, foi sentenciado a cinco anos na prisão estadual; durante aquele tempo, ele diz que nunca recebeu uma visita, uma ligação ou mesmo uma carta de seu pai. Rico tornou-se dependente de heroína aos 18 anos e tem entrado e saído da prisão pelos últimos 30 anos, na maior parte das vezes por acusações relacionadas a drogas.

Quando o conheci, em uma manhã morna, ao fim de setembro de 2012, ele estava limpo por mais de um ano; ele tinha acabado de concluir um programa de reabilitação de drogas e estava residindo em uma casa para sóbrios. Naquele tempo, ele estava ganhando US$ 800 por mês na clínica comunitária, em West Oakland, que servia de base para a minha pesquisa. Esse trabalho permitiu que ele poupasse dinheiro todo mês – algo que ele fazia metodicamente, com o sonho de alugar um pequeno apartamento. Nas notas seguintes, eu documento a luta de Rico para conquistar a independência de moradia após a prisão.

7 de dezembro de 2012

Rico está prestes de terminar seu turno na clínica comunitária. Na esquina, fora do posto, estamos batendo papo e fumando. Entusiasmado, ele me conta que, uma vez que ele tem diligentemente poupado alguns dólares todo mês, agora ele tem o bastante para fechar o primeiro mês e depositar, e que está pronto para se mudar à sua nova casa, em East Oakland. Depois do trabalho, ele planeja buscar um sofá e dois divãs em um depósito de móveis usados do centro. Para fazer isso, ele emprestou uma velha picape Toyota branca que está literalmente caindo aos pedaços. Porque Rico não tem licença para dirigir desde 1981, ele me pede para dirigir a picape. No depósito, que mais parece um depósito de lixo sob a autoestrada, nós laboriosamente apertamos o enorme sofá e os dois divãs sobre a caminhonete. Então, dirigimos à East Oakland por um espalhamento espectral de fábricas e depósitos abandonados. Lojas de bebidas pontuam a paisagem, na frente das quais se congregam vigaristas, traficantes e sem-tetos com carrinhos a reboque.

O novo apartamento de um quarto de Rico, embora em imediações desoladas, parece decente. Uma modesta unidade térrea de um duplex, rodeada por uma cerca de metal. O pequeno jardim de frente está mal cuidado, com móveis despedaçados e velhas peças de carros espalhadas por toda a calçada. O apartamento está situado do outro lado do estacionamento de uma escola primária, a qual, no momento, está explodindo de gente – a maioria deles, latinos – à medida que as crianças estão saindo.

Depois de levar o sofá e os divãs para dentro, nós começamos a transformar o espaço vazio na primeira sala de estar de Rico, em anos. O arrastamento dos volumosos móveis leva uma boa hora. Enquanto isso, Rico tem pulado animadamente de um assento a outro, antecipando os bons momentos que teremos jogando no seu PlayStation e passando o tempo juntos. Ao me guiar pelos outros quartos, ele repete que, pela primeira vez em anos, ele se sente feliz. Na cozinha, ele abre a geladeira para me mostrar os mantimentos frescos que comprou. Destrancando a janela da cozinha, voltada a um pequeno jardim nos fundos, ele aponta para o canto aonde ficará o seu grill. Então, ele me convida para o primeiro churrasco que ele fará para celebrar a nova casa.

15 de fevereiro de 2014

Janeiro passado, a clínica comunitária repentinamente dispensou Rico por “falta de recursos”. Agora, sem trabalho e sem qualquer fonte de renda, ele será forçado a deixar o apartamento ao final do mês. Dirijo-me à sua casa perto do meio-dia, mas ele acaba de sair da cama. Ele está deprimido por perder o apartamento e parece mais magro do que da última vez que o vi. Ele enfatiza que tinha feito tudo que podia para fazer o certo. Enquanto procura um outro lugar para viver, ele tem de encontrar um local para guardar sua mobília recentemente adquirida.

Eu concordo em levá-lo por East Oakland para procurar um lugar para ficar. Há um prédio em ruínas na Front Avenue, onde Rico diz que há cômodos sendo alugados por US$ 500 mensais. Um portão de metal enferrujado se abre para um lobby comum desordenado: sacos de lixo e móveis velhos estão acumulados em todos os cantos, bitucas de cigarro cobrem o carpete e entulhos estão espalhados por tudo. Sacos plásticos pretos cobrindo todas as janelas impedem a luz natural de entrar no edifício, mesmo durante o dia. Os 12 quartos individuais estão alinhados ao longo de ambos os lados de um corredor longo e cheio de lixo. Um grande pit bull branco, com uma garrafa plástica na sua boca, corre de um lado a outro.

Acompanho Rico até o último apartamento à esquerda, o qual está ocupado por um de seus velhos amigos. Espiando pelas portas abertas, vejo somente quartos decrépitos com pisos sujos. Em alguns, as pessoas estão sentadas em suas camas, comendo, fumando, vendo TV e discutindo alto. Todos os residentes do prédio compartilham dois banheiros e chuveiros. Eles são imundos, como o resto do edifício. O som de hip-hop extravaza dos cômodos em torno, incluindo daquele que adentramos. Ali, dois homens brancos de meia-idade, sem quase todos os dentes, estão fumando metanfetamina. Eles ficam nervosos ao me verem, mas, quando Rico lhes reassegura que eu não sou um policial, eles voltam a inalar atentamente os cristais vaporizados. Após alguns minutos de silêncio, Rico explica que o edifício fora, a princípio, o local de um programa de moradia transitória para dependentes químicos em recuperação. Agora, ele é somente um prédio de gueto, com quartos baratos para locação. Uma vez que Rico não está mais em liberdade condicional, ele não pode retornar à casa de passagem; mudar-se para cá talvez seja sua única opção, porque o senhorio não exige depósito ou consulta de crédito.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O corredor e o apartamento de Rico, dentro do edifício incendiado.

 

10 de outubro de 2014

Rico morou na Front Avenue por quase oito meses. Ele pagava seu aluguel com os cheques mensais da Assistência Geral do município, junto com dinheiro de trabalhos esporádicos, vigarices e doações de amigos. Em junho, o complexo pegou fogo, provavelmente porque um inquilino tinha um fogareiro defeituoso em um de seus cômodos. Rico disse que os sprinklers não funcionaram quando o fogo começou. Sem saídas de emergência, os ocupantes tiveram que pular de suas janelas para escapar das chamas.

Chego ao prédio próximo das 10 horas da manhã. Com carros queimados pela metade, sacos de lixo, aparelhos domésticos abandonados e móveis carbonizados acumulados ao longo da cerca, o jardim frontal parece agora, mais do que nunca, um lixão. Na porta de entrada, uma placa vermelha adverte as pessoas a não entrarem no edifício porque ele está “seriamente danificado e inseguro para se ocupar”. Mesmo assim, várias pessoas ainda vivem aqui, pagando, para permanecer, cerca de US$ 300 por mês de aluguel. Se os inquilinos não têm dinheiro suficiente, o senhorio aceita vale-alimentação.

Rico abre o portão e me deixa adentrar o espaço escuro. Ao nos abraçarmos, eu quase posso sentir seus ossos. Ele tem perdido peso nos meses recentes e não parece bem: seus olhos estão fundos e ele irradia uma aura de aflição e fraqueza. Eu pensei que sua hepatite pudesse estar piorando. Mas, ele afirma que a situação estava tensa apenas e, para provar sua força, ele começa a fazer flexões. “Tô bem, mano... Viu? Ainda posso fazer isso.”

O prédio não tem eletricidade ou aquecimento. Na antiga área comum, fios elétricos expostos estão ligados a alguma fonte externa. As paredes, manchadas de fumaça, suportam uma estrutura que beira o colapso. Um odor pós-incêndio pungente  predomina, três meses depois das chamas. Todas as janelas estão tapadas, e são necessárias lanternas para navegar em torno dos escombros e dos móveis queimados.

O apartamento de Rico parece claustrofóbico na escuridão. A mobília do antigo apartamento mal cabe ali: uma TV pequena, o sofá com os dois divãs, um microondas, uma velha mesinha de centro e um pequeno armário. Uma enorme bandeira porto-riquenha está pendurada na parede de frente à porta. Rico está no sofá, vendo “A Família Sol-Lá-Si-Dó”[5]. Eu me junto a ele e lhe entrego a raspadinha da loteria e maços de cigarros Newport[6] que eu peguei na loja de bebidas da esquina. Ele tem algo para mim, diz ele, e, de uma pilha de roupas próxima, mostra uma camiseta preta com O Poderoso Chefão escrito em espanhol.

Então, ele compartilha a notícia de seu novo adesivo da placa de carro, referente a 2015.[7] A taxa de registro foi paga com dinheiro recebido por serviços de encanador executados com seu filho mais velho. Ele pagou a taxa – apesar de não ter licença para dirigir – para que os policiais não tenham outro pretexto para “me foder”. Em seguida, ele me mostra fotos no seu celular. Há um vídeo de Rico trabalhando com seu filho e também uma foto do cheque de US$ 400 que ele recebeu pelo trabalho. Depois de pagar US$ 300 em aluguel para ficar no prédio, sobram somente US$ 36 em “dinheiro para gastar” a cada mês, de seu cheque de US$ 336 da AG.

Um homem magro e jovem, na faixa dos 20 e poucos anos, perambula pelo apartamento enquanto conversamos. É o filho mais novo de Rico, quem tem passado as últimas noites em um dos cômodos. Há cerca de um mês, explica Rico, o Departamento de Polícia de Oakland, a força-tarefa antigangue a Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos fizeram uma batida no edifício. Eles incursionaram pelo lugar, procurando por drogas e armas, e levaram algumas pessoas, vagando, assim, alguns dos cômodos. Durante a invasão da polícia, Rico escapou por uma janela nos fundos do prédio.

Rico afirma que o lugar tem se tornado muito perigoso ultimamente. Com a saída ou a prisão de alguns dos antigos residentes, novos se mudaram para ali. A maioria das pessoas no prédio tem armas e incidentes violentos têm acontecido com crescente frequência ao longo das poucas últimas semanas. Rico se sente tão inseguro que ele instalou duas câmeras CFTV[8] – uma vigiando o jardim da frente e a outra cobrindo o corredor. Ambas estão conectadas a um pequeno monitor em seu quarto, que ele deixa ligado todo o tempo.

Tarde da noite, um mês atrás, ocorreu o incidente violento mais significativo. Um residente tinha concordado em esconder uma bolsa que pertencia a um homem em fuga da polícia. Porém, o residente desapareceu com a bolsa, que continha vários gramas de maconha, três armas curtas e US$ 10.000 em dinheiro. A vítima, então, ameaçou disparar contra o edifício, caso sua propriedade não fosse imediatamente devolvida. Rico tentou conversar com o sujeito e impedi-lo de entrar no prédio. Uma hora depois, o indivíduo retornou com outros três fortões, os quais abriram caminho pelo portão principal e prédio adentro. Eles chutaram portas abaixo e espancaram, quase à morte, um residente negro idoso. Quando eles se aproximaram, Rico apanhou o .357 que ele guarda para “autodefesa” e se sentou no divã defronte à porta. A porta de Rico começou a ceder devido às pancadas. Ele disparou vários tiros e eles atiraram de volta, enquanto recuavam pelo corredor. Fora de seu apartamento, Rico me mostrou os buracos das balas que perfuraram o corredor, a porta do banheiro e o teto. Eu contei oito buracos, mas ele me assegurou que muito mais tiros foram disparados. A porta do seu apartamento agora está quebrada pela metade e tem quatro buracos de balas.

Dentro do apartamento, Rico me mostra sua arma carregada. É muito perigoso mantê-la atualmente, ele diz, já que ele já possui duas acusações relativas a armas em seu registro. Um outro residente – um homem latino, em seus 40 anos – entra e lhe pede um pouco de erva. Rico consente em lhe dar um pouco, mas, depois, diz ao homem que ele espera receber US$ 10. O sujeito promete trazer o dinheiro em breve. Quando o outro sai, eu não posso esconder minha surpresa e pergunto a Rico se ele começou a traficar novamente.

Ele diz que não.

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Em janeiro de 2015, Rico ainda estava morando no prédio incendiado. Como um criminoso com múltiplas condenações por drogas, ele não pode candidatar-se à habitação subsidiada. Sem um trabalho decente, ele jamais será capaz de ter condições para se mudar a um lugar melhor. Sua única opção é permanecer em um edifício decrépito, exposto a perigos químicos, temendo constantemente por sua vida, e, inexoravelmente, puxado de volta ao vórtice de destituição, fraudes e crimes pequenos, do qual ele estava tentando escapar.

 

Notas do Tradutor

[1] Tomada de empréstimo do beisebol – em que o batedor que perde a bola três vezes, a qual lhe é arremessada numa sequência, fica temporariamente fora do jogo –, a expressão original Three strikes and you’re out! designa o agravamento das sanções em casos de reincidência. No caso de one strike, uma segunda condenação já é tratada com maior severidade.

[2] Termo sem correspondência em português. Composição de slum (favela) e landlord (senhorio), a expressão é depreciativa e caracteriza o senhorio absentista que tem por prática a maximização de seus lucros pela redução de despesas com a manutenção de suas propriedades, utilizadas para locação, em áreas urbanas deterioradas.

[3] Marcy Projects é um complexo de habitação pública, construído na década de 1940 e administrado pela New York City Housing Authority, com 1705 unidades divididas em 27 prédios de seis andares cada.

[4] No original, take the rap: assumir a culpa por outro.

[5] The Brady Bunch foi uma sitcom americana exibida de 1969 a 1974, pela ABC.

[6] Newport é uma marca bastante comercializada nos Estados Unidos de cigarros mentolados (embora também exista a variação Non-Menthol), pertencente à R. J. Reynolds Tobacco Company.

[7] Em alguns estados americanos, é colado um adesivo nas placas de carros, o qual indica mês e ano da renovação da licença.

[8] Circuito fechado de televisão; no original, CCTV: closed-circuit television.

 

Referências

Beitel, K. 2013. Local Protests, Global Movements: Capital, Community and State in San Francisco. Philadelphia: Temple University Press.

Gowan, T. 2010. Hobos, Hustlers and Backsliders: Homeless in San Francisco. Minneapolis: University of Minnesota Press.

Roman, C.G. and J. Travis. 2004. Taking Stock: Housing, Homelessness, and Prisoner Reentry. Washington, DC: The Urban Institute.

Smith, N. 1996. The New Urban Frontier: Gentrification and the Revanchist City. London: Routledge.

Thompson, K. 2008. Releasing Prisoners, Redeeming Communities. New York: New York University Press.

 

Alessandro De Giorgi é Professor Adjunto e Coordenador da Pós-Graduação do Departamento de Estudos de Justiça, da San José State University (Califórnia), e membro do Conselho Editorial da revista Social Justice. O autor agradece os assistentes da pesquisa Carla Schultz, Eric Griffin, Hilary Jackl, Maria Martinez, Samantha Sinwald, Sarah Matthews e Sarah Rae-Kerr por suas inestimáveis contribuições. Mais informações disponíveis aqui.

** Leandro Ayres França é Doutorando e Mestre em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Modernas Tendências do Sistema Criminal. Advogado criminalista. Mais informações disponíveis aqui.

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Para uma descrição mais detalhada do projeto, clique aqui.

Leia aqui os outros registros do estudo:

Regresso ao Nada #1: Arranje um Trabalho, Qualquer Trabalho

Regresso ao Nada #2: Os Pobres Trabalhadores

Regresso ao Nada #4: Na Sombra do Cárcere

Tradução de: DE GIORGI, Alessandro. “Reentry to Nothing #3: Home, Sweet Home.” Social Justice blog, 09 fev 2015. © Social Justice 2015.

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