REGRESSO AO NADA #2: OS POBRES TRABALHADORES

Publicado em: 10/06/2015

por Alessandro De Giorgi*
traduzido por Leandro Ayres França**

 

Os materiais apresentados nessa série foram extraídos de um estudo etnográfico sobre o regresso de prisioneiros, que eu conduzi entre março de 2011 e março de 2014, em uma área de West Oakland, Califórnia, assolada por níveis cronicamente altos de pobreza, desemprego, falta de moradia, vício em drogas e criminalidade de rua. Em 2011, com o consentimento de um posto de saúde comunitário local, que presta assistência médica básica gratuita e outros serviços básicos às populações marginalizadas na região, eu realizei observação participante com diversos prisioneiros que retornavam, principalmente homens afro-americanos e latinos, com idades entre 25 e 50 anos. Nessa série de registros, eu apresentarei breves relatos etnográficos de alguns desses homens (e, muitas vezes, de suas companheiras) enquanto eles lutam pela sobrevivência após a prisão em um gueto pós-industrial. Para informações mais detalhadas sobre esse projeto, clique aqui. O primeiro relato pode ser lido aqui.

 

– É importante conseguir um trabalho. Depois, você pode decidir tentar buscar um trabalho melhor.
[Manual de Informações da Pessoa em Liberdade Condicional, Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia]

 

Durante o apogeu do capitalismo industrial, quando mercados de trabalho relativamente estáveis, altos salários e um mínimo de proteções sociais faziam da disciplina laboral uma trajetória viável à cidadania social, o trabalho assalariado consituía um caminho plausível para reintegrar ex-prisioneiros (Simon 1993, 39-67). No contemporâneo capitalismo desregulado, caracterizado por mercados de trabalho altamente segmentados e por níveis exorbitantes de insegurança econômica, esse não é mais o caso para as florescentes populações de, majoritariamente, homens afro-americanos e latinos que, todos os dias, são expulsos pela máquina penal estadunidense e despejados de volta nas áreas urbanas segregadas de onde eles saíram. No gueto pós-industrial, ex-condenados lutam para ocupar as categorias dos pobres trabalhadores, envolvidos em uma rede indefinida de controle pós-carcerário, amplamente delegada a atores privados – casas de passagem, centros de reabilitação de dependentes químicos, programas de regresso e, especialmente, empregadores de baixos salários ávidos por contratar os trabalhadores mais vulneráveis (Miller 2014). Relegados a um status de incorporação liminar, tomando emprestada a poderosa análise de escravidão e morte social feita por Orlando Patterson (1985, 45), os poucos que encontram emprego experimentam a violência indômita do trabalho degradante (Doussard 2013) no capitalismo neoliberal – um pagamento de distância da falta de moradia, da pobreza abjeta e da fome.

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Ray é um afro-americano de 49 anos que saiu da prisão em 2010, depois de onze anos preso. Esse foi seu “segundo strike[1], após uma sentença de reclusão de dois anos cumprida no final da década de 1980. Quando criança, Ray foi criado por sua mãe solteira nos infames conjuntos do Nickerson Gardens[2], em Watts, Los Angeles. Embora ele goste de rememorar seus dias de gângster nas ruas de LA, antes de acabar na prisão Ray passou por várias experiências da vida da classe trabalhadora. Na década de 1990, ele teve um trabalho temporário descarregando caminhões em um depósito; ele trabalhou por cinco anos em um restaurante Taco Bell e, depois, por outros três anos, na Home Depot.[3] Ray se orgulha de seu passado trabalhador, o qual ele vê como uma porta de entrada para um bem-sucedido futuro após o cárcere. De fato, após sua soltura, ele não perdeu tempo. Ele imediatamente se inscreveu como um voluntário no posto de saúde comunitário, em West Oakland, e, por fim, foi contratado como um empregado de jornada parcial. Ele trabalhou lá por alguns meses, recebendo US$ 12 por hora (US$ 960 por mês), mas ele estava de plantão apenas algumas horas por semana e foi logo demitido por falta de verbas. O pastor que administra a clínica ajudou-o a conseguir outro trabalho de tempo parcial em uma loja de móveis, onde ele trabalhou por cinco meses, por US$ 10 a hora (US$ 800 por mês). Esse trabalho também teve vida curta, uma vez que Ray foi demitido quando a loja fechou as portas. Pelos três meses seguintes, sua única fonte de renda eram US$ 200 mensais da Assistência Geral (valor que ele deve restituir já que o município o considera “um empréstimo ao indivíduo que recebe auxílio”). No verão de 2012, ele restabeleceu contato com um velho amigo e colega do Taco Bell de 1992, quem agora era gerente em um restaurante KFC[4] de East Oakland. Ele contratou Ray como um empregado plantonista[5], por US$ 8,00 a hora. Ray tem mantido esse trabalho, com o mesmo salário, desde então.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelos restritos padrões do “regresso” de prisioneiros, o regresso de Ray é uma história de sucesso: ele conseguiu ficar fora da prisão, exceto por alguns dias na cadeia após uma briga com sua parceira Melisha; ele tem permanecido empregado pela maior parte dos três anos desde sua soltura; e seu uso de álcool não comprometeu sua liberdade condicional. Nas notas seguintes, porém, tentarei complicar esse quadro ao fornecer dois breves relatos da vida de Ray como um membro dos pobres trabalhadores no mercado de trabalho pós-prisão.

15 de agosto de 2012

Às 9 horas da manhã, recebo uma mensagem do celular de Melisha:

Ray me falou pra enviar essa foto dele e pra pedir pra vc se vc pode trazer pra ele um Four Loko[6] pra ele pra que esteja aqui pra ele quando ele sair do trabalho e alguns dólares pra mim pagar meu tíquete e ele disse também que ama muito vc mano por tudo porque se não fosse por vc ele não teria seu antigo trabalho de volta isso que ele acabou de me falar pra escrever pra vc sorrir.

Duas fotos do Ray vestindo seu uniforme vermelho do KFC estão anexas à mensagem de texto. Seu braço direito está sobre o peito, com sua mão formando o sinal dos três dedos torcidos do West Coast.[7]

Decido visitar Ray para lhe desejar boa sorte no seu primeiro dia de trabalho no KFC. Quando entro no apartamento deles, ambos parecem muito animados. Melisha está se maquiando, usando o espelho manchado no banheiro, enquanto Ray está comfortavelmente sentado em um sofá com seu uniforme vermelho do KFC, com um grande sorriso no rosto. Por um momento, eu penso que eles se parecem com um casal aprontando-se para sair de férias. Sento-me no sofá e pergunto a Ray como ele se sente quanto ao seu novo trabalho:

Alex: Então, é tempo integral?

Ray: Não. Sou plantonista.

Alex: E quanto ao pagamento?

Ray: A gente não discutiu isso ainda porque como gerente eu vou receber salário e não pagamento por serviço. Mas eu começo hoje à noite, agora mesmo, recebendo por serviço.

Alex: Quanto?

Ray: Tipo 12 dólares provavelmente, algo assim. E ganho um salário mais bônus.

Alex: E sobre assistência médica, você tem isso?

Ray: Tudo.

Alex: Assim que contratarem você, você ganha isso?

Ray: Não, não, não, não. Assim que eu começar minha função de gerente, aí eu ganho tudo... tudo completo, tudo completo.

Alex: Então você está feliz?

Ray: Sim! E provavelmente me mudarei daqui... [ele acende um minúsculo baseado fumado e o inala com um som simbilante]

Alex: Aonde você quer ir?

Ray: Algum lugar perto do lago [Lago Merritt, Oakland]. Um tempo atrás, eu morava na Alameda. Tinha um lugar legal perto da praia, em Alameda... piscina, Jacuzzi. Aí sim!

Alex: Você alugava ou era teu?

Ray: Eu alugava. Provavelmente... mais uns cinco anos... Se eu estiver por aqui mais cinco anos, como já estive antes, eu provavelmente poderia me esforçar por uma casa.

Antes de sair, vou à geladeira para deixar as duas latas de licor de malte que eu havia trazido. A geladeira está vazia, exceto por uma garrafa de Pepsi, um cachorro-quente meio comido e um saco de batatas fritas do McDonald’s. Olho para Ray, quem ainda está pelejando com seu baseado, e ele me assegura que não vai beber o licor antes do trabalho, mas somente depois de ele voltar do KFC, mais tarde à noite, “pra celebrar a nova vida”.

14 de janeiro de 2013

Cinco meses se passaram desde quando Ray começou a trabalhar no KFC. Ele me liga nesta manhã: “Mano, você pode trazer pra nós algo pra comer hoje? Tamo morrendo de fome...

Há duas semanas, eles receberam uma notificação de despejo de seu pequeno apartamento térreo em East Oakland, o qual eles devem deixar até domingo. Em dezembro, Ray e Melisha foram presos depois de se envolverem em uma briga, tarde da noite, fora do apartamento, o que levou um vizinho a chamar a polícia. A polícia os conduziu à cadeia, onde eles passaram as três semanas seguintes. Em parte como consequência disso, eles não conseguiram cumprir com seu aluguel mensal de US$ 900; então, agora eles devem US$ 600 ao senhorio. Ao longo dos últimos dias, eles têm feito a mudança de seus poucos aparelhos do apartamento. Durante minha última visita, eles espremeram seus pertences em alguns sacos de lixo, os quais os ajudei a levar a um serviço de self-storage[8] barato, em East Oakland. Tudo o que restou no apartamento é o colchão, no qual eles planejam dormir até que o xerife os expulse, e o velho notebook que emprestei à Melisha para que ela pudesse candidatar-se on-line para empregos.

Quando estaciono na frente de seu apartamento, eles estão sentados na calçada. Sleepy, o pequeno pinscher que Ray adotou logo depois de ter sido solto da prisão, em 2011, começa a pular em volta quando me vê. “Como vocês estão, gente?” pergunto. Melisha mal nota a minha presença e continua olhando fixo para o seu telefone – um claro sinal de que ela e Ray devem ter estado discutindo. Ray responde com seu sarcasmo habitual: “Exatamente como planejado, mano! Estamos sem-teto e com fome!” Entrego à Melisha as duas sacolas de mantimentos que comprei para eles, e ela entra no apartamento.

Ray me pede para acompanhá-lo até o carro deles, porque “a gente precisa ter uma conversa de homem pra homem”. Sentamos no Camaro, que está vagarosamente caindo aos pedaços. Ele está ainda mais bagunçado do que o normal, com roupas sujas, sacolas do KFC vazias e outras coisas espalhadas. Eu me pergunto novamente como eles puderam ter pagado US$ 4.000 a um comerciante suspeito de East Oakland por um carro em condições tão péssimas: o estofamento manchado está descascando, os bancos estão salpicados de queimaduras de cigarros, a fiação está saindo por baixo do volante e a janela do lado do motorista não funciona mais. Eles pagaram US$ 2.000 adiantados, graças a uma restituição de imposto que Ray finalmente recebera depois de meses de expectativa e acertaram de pagar o restante em doze prestações de US$ 250 cada – embora, é claro, eles jamais conseguissem cumprir os pagamentos.

Ray me conta que eles estão desesperados por dinheiro. Ele somente tem conseguido trabalhar algumas horas por semana no KFC desde quando foi solto da cadeia, no mês passado. Ele ainda trabalha como plantonista por US$ 8,00 a hora e ganha menos de US$ 200 por semana. Enquano isso, Melisha não tem conseguido arrumar qualquer trabalho – apesar de preencher cadastros no McDonald’s, na Pack’n Save, na Ghirardelli e em diversos outros lugares[9] – e seus benefícios de segurança suplementar por incapacidade foram suspensos enquanto ela estava na cadeia.

Alex: Neste momento... Vocês dois, quanto dinheiro vocês têm?

Ray: Nada.

Alex: Nada?

Ray: Zero. Centavos. Ah, vejamos [procura em seus bolsos, então abre sua mão para me mostrar algumas moedas]. Aqui estão nossas economias. Ah, sim... E nosso cookie grátis [me estende um saco de papel engordurado do KFC com um cookie com pedaços de chocolate meio derretido].

Alex: Um cookie grátis?

Ray: Sim! Cookie grátis, do KFC. Cookie grátis, é tudo que temos aqui.

Eles devem deixar o apartamento até o fim da semana e precisam encontrar um novo lugar para ficar. Ray me conta que uma opção seria um estacionamento de trailers bem debaixo da rampa da autoestrada, ao virar a esquina. Enquanto conversamos no seu carro, Ray puxa um pedaço de papelão no qual ele escreveu, com um marcador preto: “AJUDE-ME A SALVAR MEU CACHORRO... precisa de um Doutor! Doações para pagar um por favor.” Ele explica que hoje ele planeja pedir esmola, com o cachorro ao seu lado, na entrada de um supermercado Safeway, localizado em uma área residencial próxima. Ele me diz que está otimista com relação ao quanto de dinheiro ele ganhará, porque Sleepy atrai “mulheres de classe média” que têm pena dele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante essa conversa, Melisha sai do apartamento e me diz que eles precisam ir ao local do depósito para buscar o pequeno microondas que ela usa para aquecer as sobras de frango frito que Ray traz do KFC para casa nos dias em que ele trabalha. Nós vamos para lá e eu vejo seus itens armazenados: alguns sacos plásticos com roupas e calçados, um par de alto-falantes que coletamos do lixo alguns meses atrás, alguns móveis velhos e sem valor, uma tela de computador quebrada, também do lixo, e algumas decorações baratas de Halloween. Ao abrir o porta-malas do meu carro para colocar o microondas, Ray vê minhas sacolas de mercado do Trader Joe’s[10] e diz, “Isso aqui é como eu deveria estar comendo... para a minha pressão alta, diabetes e essa merda toda... não aquela porra de frango do KFC.”

De volta ao apartamento deles, nós deixamos o microondas e decidimos ir ao estacionamento de trailers para averiguar e inquirir sobre o aluguel. Ray dirige o Camaro enquanto Melisha e eu o seguimos em meu carro. Ela chora a maior parte do tempo, reclamando da situação. Ela repete, “Eu nunca antes fiquei sem casa. Eu sempre tive meu próprio lugar.” Quando chegamos, vejo o precário trailer ao qual eles esperam se mudar. O estacionamento de trailers parece muito um acampamento de sem-tetos. Ray me pede para falar com o administrador, na esperança de que minhas credenciais de classe média irão poupá-los do problema de uma consulta de crédito. Mas, suas esperanças são frustradas: um homem branco, um tanto rude, com seus 60 anos de idade, me informa que, para se mudarem, Ray e Melisha necessitam pagar US$ 1.000 adiantados – primeiro mês, depósito e consulta de crédito. Dizemos a ele que nós precisamos pensar no assunto e saímos.

Dirigimos rumo ao Safeway, onde Ray planeja pedir esmolas, mas Melisha deixa claro que ela não quer ficar lá com ele e esperará no carro. Ela chorou por todo o trajeto e conta que Ray havia mentido para mim sobre não ter bebido desde sua saída da cadeia. Ele tem bebido muito, ela diz. Ela está deprimida por causa disso e tudo mais que está acontecendo na vida deles.

No Safeway, Ray apronta sua placa e o cachorro, e se senta ao lado da entrada do supermercado. Ele parece estar de bom humor e nós fazemos algumas piadas sobre o que ele está fazendo; ele não se sente envergonhado. Permaneço a certa distância porque Ray diz que, se os passantes me virem, eles pensarão que é uma pegadinha e não lhe darão dinheiro algum. Então, eu me sento em uma parede próxima e assisto à cena. As poucas pessoas que param ali – quase todas, mulheres brancas idosas em seu caminho ao supermercado – são claramente atraídas pelo cachorrinho, enquanto mal notam Ray e, em sua maioria, ignoram sua solicitação de dinheiro. Enquanto isso, Melisha está sentada no banco da frente do Camaro, mexendo no seu telefone e fingindo que ela não conhece Ray. Por volta das 16h, quase quatro horas em sessão de mendicância, Ray ganhou US$ 20 e alguns centavos. Ele reserva US$ 10 para gasolina e dá US$ 5 para Melisha (quem imediatamente compra um bilhete de loteria). Ele gasta o resto em algumas latas de licor de malte na loja de bebidas, virando a esquina.

No momento da redação deste texto, quase quatro anos após sua soltura, Ray ainda trabalha como plantonista no KFC por US$ 8,00 a hora, enquanto Melisha continua desempregada. Ray pediu esmolas somente mais algumas vezes depois daquele dia no Safeway, porque ele diz que não vale o dinheiro. Eu ainda compro mantimentos extras para eles, bastante regularmente.


 

Notas do Tradutor
 

[1] Tomada de empréstimo do beisebol – em que o batedor que perde a bola três vezes, a qual lhe é arremessada numa sequência, fica temporariamente fora do jogo –, a expressão Three strikes and you’re out! designa o agravamento das sanções em casos de reincidência.

[2] Nickerson Gardens é um complexo de habitação pública, construída na década de 1950, com 1054 unidades divididas em 156 prédios.

[3] Taco Bell é uma rede de restaurantes fast-food que serve comidas estilo Tex-Mex (a amálgama descreve a fusão das culinárias texana e mexicana). The Home Depot é uma companhia varejista, com lojas estilo big-box store, que vende materiais para a construção civil e produtos para o lar.

[4] KFC ou Kentucky Fried Chicken é uma rede de restaurantes fast-food, que explora a antiga receita de frango frito do Kentucky, criada pelo Coronel Harland Sanders, fundador do KFC, em 1939. Atualmente, a rede possui lojas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

[5] No original, on-call employee. Trata-se de trabalhadores que não são permanentemente empregados por um empregador, mas que são chamados ao trabalho conforme a necessidade.

[6] Four Loko é uma marca de licor de malte.

[7] Referência ao gangsta rap, subgênero do West Coast hip hop.

 

 

 

 

[8] Abreviatura de self-service storage, serviço de locação de espaços para armazenamento de móveis, mercadorias e arquivo morto. Comumente utilizado por pessoas em período de mudança, reforma ou viagens temporárias. Nos Estados Unidos, o desenvolvimento deste negócio é significativo, contabilizando atualmente mais de cinquenta mil instalações dessas no país; em outros países, tal como no Brasil, o serviço é ainda pouco conhecido.

[9] Pak’n Save Foods é uma rede de supermercados californiana, atualmente de propriedade da grande rede Safeway. Ghirardelli Chocolate Company é a divisão estadunidense da empresa chocoateira suíça Lindt & Sprüngli.

[10] Trader Joe’s é uma rede de mercados estadunidense, com mais de 400 lojas espalhadas no país.

 

Referências
 

Doussard, M. 2013. Degraded Work: The Struggle at the Bottom of the Labor Market. Minneapolis: University of Minnesota Press.

Simon, J. 1993. Poor Discipline: Parole and the Social Control of the Underclass, 1890-1990. Chicago: University of Chicago Press.

Miller, R. 2014. “Devolving the carceral state: Race, prisoner reentry, and the micro-politics of urban poverty management.” Punishment & Society 16(3): 305-335.

Patterson, O. 1985. Slavery and Social Death: A Comparative Study. Cambridge, MA: Harvard University Press.

 

Alessandro De Giorgi é Professor Adjunto e Coordenador da Pós-Graduação do Departamento de Estudos de Justiça, da San José State University (Califórnia), e membro do Conselho Editorial da revista Social Justice. O autor agradece os assistentes da pesquisa Carla Schultz, Eric Griffin, Hilary Jackl, Maria Martinez, Samantha Sinwald, Sarah Matthews e Sarah Rae-Kerr por suas inestimáveis contribuições. Mais informações disponíveis aqui.

** Leandro Ayres França é Doutorando e Mestre em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Modernas Tendências do Sistema Criminal. Advogado criminalista. Mais informações disponíveis aqui.

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Para uma descrição mais detalhada do projeto, clique aqui.

Leia aqui os outros registros do estudo:

Regresso ao Nada #1: Arranje um Trabalho, Qualquer Trabalho.

Regresso ao Nada #3: Lar, Doce Lar

Regresso ao Nada #4: Na Sombra do Cárcere

Tradução de: DE GIORGI, Alessandro. “Reentry to Nothing #2: The Working Poor.” Social Justice blog, 17 out 2014. © Social Justice 2014.

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